Calotipia, Fotografia sobre papel

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O inglês Willian Henry Fox Talbot no mesmo ano da invenção do daguerreótipo (1839) mostrou o sua importante invenção do primeiro processo fotográfico que possibilitava através do negativo original em papel produzir quantas cópias positivas se quisesse também em papel.

Estas cópias eram feitas por contato. O inconveniente era que o papel não permitia a passagem de toda a luz que formaria a imagem fotográfica positiva e assim a mesma tinha como característica ser esmaecida. Este processo criado por Talbot foi chamado de Calotipia.

autor: Prof.Valter França

Calótipo, fotografia sobre papel

O desenvolvimento da imagem sobre papel começou em 1937 com pequenas idéias por Bayard e Talbot.

William Henry Fox Talbot, pôs no ponto um procedimento fotográfico que consistia em utilizar papel negativo, no qual se podia reproduzir um número ilimitado de cópias, partindo de um único negativo.

Em janeiro de 1839 Faraday apresentou umas imagens obtidas, por Talbot, por simples exposição ao sol de objetos aplicados sobre um papel sensibilizado. Talbot depois do conhecimento do hiposulfito através de Herschel, obteve imagens negativas.

Imagem produzida no Calótipo

Imagem produzida no Calótipo

Talbot descobriu que o papel coberto com yoduro de prata, era mais sensível à luz, se antes de sua exposição se submergir numa dissolução de nitrato de prata e ácido gálico. Dissolução que podia ser utilizada para a revelação do papel depois da exposição. Uma vez finalizado o processo de revelação,a imagem negativa se submergia em tiosulfato sódico ou hiposulfito sódico para fixá-la, para fazê-la permanente. A este método Talbot lhe denominou Calótipo, requeria umas exposições de 30 segundos para conseguir a imagem no negativo.

Talbot chegou a conseguir, com câmeras muito reduzidas e com objetivas de grande diâmetro, imagens muito perfeitas mas extremamente pequenas. No final de 1840 ensinaria sua nova modificação do processo, o Calótipo. Com uma segunda operação Talbot conseguia uma imagem positiva. Este método fazia possível a obtenção de quantos positivos se quisessem de um só negativo.

A câmera seguiu evoluindo. Em 1854 aparece através de Petzval, a objetiva grande angular que alcançava 92 graus, e em 1860 por Harrison e Schnitzer adaptam a este um diafragma íris.

Depois do desaparecimento do daguerrotipo ao redor dos 50 o Calótipo cede rapidamente seu lugar ao Colidión. A possibilidade da imagem instantânea numa época onde o retrato era a finalidade da fotografia, faz com que comece a aparecer a imagem do fotógrafo de rua.

Calótipo

O calótipo é um método fotográfico, baseado num papel sensibilizado com nitrato de prata e ácido gálico que após ser exposto à luz era posteriormente revelado com ambas substâncias químicas e fixado com hiposulfito.

Processo

Criado por William Fox Talbot, este procedimento é muito parecido ao da revelação fotográfica regular, dado que produzia uma imagem em negativo que podia ser posteriormente positivada tantas vezes como necessário.

A primeira fotografia que podia ser copiada de um negativo, tinha suas qualidades próprias: um aspecto atraente, macio e rico, parcialmente resultante das fibras de papel do qual o negativo era feito. As linhas, no entanto, não eram bem definidas, o que tornava os detalhes apagados e enevoados. O aspecto do calótipo lembra um desenho artístico a carvão e muitos fotógrafos usaram-no deliberadamente para obter um resultado pictórico, em particular em cenas de arquitetura, paisagens e naturezas-mortas. O inventor, William Henry Fox Talbot, deve ter percebido que o calótipo se prestava a esse tipo de fotografias, pois seus melhores trabalhos reproduzem aqueles motivos.

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