William Henry Fox Talbot

William Henry Fox Talbot

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William Henry Fox Talbot em daguerreótipo de 1844

William Henry Fox Talbot em daguerreótipo de 1844

William Henry Fox-Talbot (1800-1877) nasceu em Fevereiro de 1800, em Lacock Abbey, na Inglaterra (Grã-Bretanha), descendente de nobre família, membro do parlamento britânico, estudou matemáticas em Cambridge.

Escritor filósofo e cientista, usava a câmera escura para desenhos em suas viagens e foi um dos pioneiros no âmbito fotográfico, como fotógrafo veio a ser conhecido e suas experiências foram de grande contribuição na área da fotografia.

Talbot era um homem bem mais discreto e recolhido que Daguerre. Ele vinha pesquisando a fixação da imagem da câmera escura há tempos. Extremamente erudito, com múltiplos interesses investigativos, seus conhecimento se estendiam da matemática, área em que era especialista, às línguas orientais, passando pela física e pela química, tradução de textos siberianos e arqueologia, mas teve diversas inquietudes em outros campos, como por exemplo a botânica.

Por causa de seus problemas como desenhista, interessou-se por outra classe de métodos mecânicos para capturar e reter as imagens. Através do uso da câmera escura e a câmera de luz começou suas grandes investigações durante sua estadia de férias à orla do lago Como.

Os conceitos decâmera escura e câmera de luz já tinham sido desenvolvidos com anterioridade, mas foram a grande base para Talbot em suas primeiras investigações.

Na intenção de fugir da patente do daguerreótipo em seu pais e solucionar suas limitações técnicas, pesquisava uma fórmula de impressionar quimicamente o papel.

Talbot iniciou suas pesquisas fotográficas, tentando obter cópias por contato de silhuetas de folhas, plumas, rendas e outros objetos. O papel era mergulhado em nitrato e cloreto de prata e depois de seco, fazia seu contato com os objetos, obtendo-se uma silhueta escura. Finalmente o papel era fixado sem perfeição com amoníaco ou com uma solução concentrada de sal. Às vezes, também era usado o iodeto de potássio.

Câmara Escura portátil, tipo usada por Talbot e Daguerre

Câmara Escura portátil,tipo usada por Talbot e Daguerre

Em 1835, Talbot construiu uma pequena câmera de madeira, com somente 6,30 cm², que sua esposa chamava de “ratoeiras”. A câmera foi carregada com papel de cloreto de prata, e de acordo com a objetiva utilizada, era necessário de meia à uma hora de exposição. A imagem negativa era fixada em sal de cozinha e submetida a um contato com outro papel sensível. Desse modo a cópia apresentava-se positiva sem a inversão lateral. A mais conhecida mostra a janela da biblioteca de Abadia de Locock Abbey, considerada a primeira fotografia obtida pelo processo negativo/positivo.


O Primeiro Negativo por volta de 1835, da janela da casa de Talbot em Lacock Abbey

O Primeiro Negativo por volta de 1835, janela da casa de Talbot em Lacock Abbey

O Primeiro Negativo por volta de 1835, janela da casa de Talbot em Lacock Abbey

O Primeiro Negativo por volta de 1835, janela da casa de Talbot em Lacock Abbey

O Primeiro Negativo por volta de 1835, janela da casa de Talbot em Lacock Abbey


O Primeiro Negativo por volta de 1835, janela da casa de Talbot em Lacock Abbey

O Primeiro Negativo por volta de 1835, janela da casa de Talbot em Lacock Abbey

As imagens de Talbot eram bastante pobres, devido ao seu reduzido tamanho de 2,50 cm, se comparadas com a heliografia de Niépce, com cerca de 25X55 cm, obtida nove anos antes.

Sua lentidão, seu tamanho e sua incapacidade de registrar detalhes não causava interesse ao público, quando comparados aos daguerreótipos.


Positive Photogenic Drawing of lace, 1840

Positive Photogenic Drawing of lace,1840

Em 1839, quando chegam na Inglaterra os rumores do invento de Daguerre, Talbot aprimorando suas pesquisas precipitadamente publicou seu trabalho com detalhes do processo químico, inventado por ele, para gravação de imagens negativas em papel, método esse chamado de desenho fotogênico e apresentou à Royal Institution e à Royal Society.

Quando Talbot informou à Sociedade Real de Londres sobre suas investigações, Niépce e Daguerre já haviam apresentado, em 1839, o método Niépce aperfeiçoado, que lhe tirava a honraria da descoberta, ainda que seu método fosse mais prático.

Logo após o governo francês ter anunciado o invento de Daguerre, Talbot reclamou a prioridade de seu invento num informe à Royal Society, chamado “Alguns informes sobre a arte do Desenho Fotogênico, o processo mediante o qual pode-se conseguir que os objetos naturais reproduzam-se por si só”. Ao contrário de Daguerre, a publicação desse informe foi privada e limitadíssima, restringida aos colegas cientistas da Academia.

Enquanto Daguerre gravava as imagens diretamente em placas metálicas, sem possibilidade de outras cópias, Talbot as obtinha no papel, tornando-se possível realizar muitas reproduções.

Sir John Herchel, o cientista que concluiu que o tiossulfato de sódio seria um fixador eficaz e sugeriu os termos: fotografia, positivo e negativo.  Fotografado por Júlia Margaret Cameron

Sir John Herchel, o cientista que concluiu que o tiossulfato de sódio seria um fixador eficaz e sugeriu os termos: fotografia, positivo e negativo. Fotografado por Júlia Margaret Cameron

Talbot seguiu suas investigações com papéis de prata e processos de revelação.

Um ano após, o material sensível foi substituído por iodeto de prata, sendo submetido, após a exposição, a uma revelação com ácido gálico. Mas para as cópias continuou a usar o papel de cloreto de prata.

Sir John Herchel um cientista, logo concluiu que o tiossulfato de sódio seria um fixador eficaz e sugeriu os termos: fotografia, positivo e negativo.

Sir John Herschel, cientista que sugeriu a Talbot o uso de hipossulfito como fixador.

Trabalho fotográfico de Júlia Margaret Cameron>>>


Talbot 1839,botanical specimen

Specimen botanical

Specimen botanical


Fox Talbot 1839:Desenho fotogênico de penas e rendas

Desenho fotogênico de penas e rendas - Fox Talbot 1839

Desenho fotogênico de penas e rendas-Fox Talbot 1839

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